Blog do O JORNALISTA

Julho 21, 2009

Sites sofrem ataques sincronizados

Arquivado em: Uncategorized — ojornalista @ 11:31 am

Atenção! O site do O Jornalista está sob manutenção, para reforçar a segurança após tentativas de invasão. A página na Internet do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo também sofreu violento ataque, que conseguiu provocar instabilidade e retirar a página da entidade do ar. “Um ataque à liberdade de imprensa que não ficará impune”, afirmou a entidade que está tomando todas as medidas técnicas e legais, para restabelecer o sistema e recolocar o site no ar.

“Não parece ser mera coincidência que os sites sejam atacados justamente neste momento, que a profissão de jornalista no Brasil sofre um duro golpe com o fim do diploma e a campanha salarial está em pleno vapor em São Paulo”, afirmou Vitor Ribeiro, responsável pelo site O Jornalista.

Quem acessa o site do Sindicato dos Jornalistas recebe a seguinte mensagem:

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C.R.E.W

” NO SUB-DIR, SHIT ! “

Somos: W4n73d – m4V3RiCk – T4ph0d4 – HADES

Julho 18, 2009

Arquivado em: Uncategorized — ojornalista @ 4:26 pm

Julho 11, 2009

Deputado Paulo Pimenta aborda julgamento do STF

Arquivado em: Uncategorized — ojornalista @ 4:52 pm

Jornalistas brasileiros, uni-vos!

Arquivado em: Uncategorized — ojornalista @ 3:16 pm

O momento não é de individualismo para os jornalistas brasileiros. A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que transformou toda e qualquer pessoa em jornalista no Brasil, merece uma resposta: o reforço da nossa união e articulação. O momento é de somarmos forças junto aos nossos Sindicatos e Federação. Jornalista, defenda-se e sindicalize-se! A hora é esta!

O ataque sofrido pela profissão sempre foi combatido pelos Sindicatos dos Jornalistas do Brasil e Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Desde o início da ação que culminou com a cassação do diploma, o Sindicato de São Paulo conjuntamente com a Federação solicitaram a participação no processo, constituíram advogados e iniciaram campanha alertando os colegas para a necessidade de participação de cada um e da importância da questão. Foram acompanhados por todos os Sindicatos do País. Mas, muitos colegas fizeram ouvidos moucos. Agora não podem reclamar, afinal, nada fizeram para mudar a situação.

E agora? Só resta sentar e chorar? Lógico que não. Nossas entidades gastaram energia e recursos para além de constituir advogados, alertar para a necessidade de união da nossa categoria em torno das entidades sindicais. Afinal, só o fortalecimento delas nos livrará da certeza de um futuro sombrio para a profissão.

Ao contrário de fortes categorias profissionais, os jornalistas optaram por um caminho duvidoso de criticar suas entidades sindicais e delas se afastar, como se elas não fossem o reflexo da nossa participação e união. Os patrões foram sagazes ao perceberem que o individualismo seria o nosso maior inimigo e o maior aliado que tinham. Acertaram na estratégia.

Aos que ainda acreditam, como antes, que o caminho do individualismo é o único a seguir, um novo alerta: só nossa união e articulação poderá barrar e combater o bombardeio que sofre a nossa profissão. Não é hora de abandonar o barco e sair sozinho nadando no mar dos tubarões da mídia, achando que chegará a salvo a uma linda e paradisíaca praia. Sua participação é decisiva para revertemos a atual situação e barrarmos novas agressões que ao invés de “um mundo melhor”, visam apenas um lucro maior. 

*Vitor Ribeiro – Editor executivo do www.ojornalista.com.br
 

 

Deputado protocola PEC que prevê volta do diploma

Arquivado em: Uncategorized — ojornalista @ 3:12 pm

Depois do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) apresentar no último dia 1º, proposta de emenda à Constituição (PEC) que vincula, obrigatoriamente, o exercício da profissão de jornalista aos portadores de diploma de curso superior de Comunicação Social, hoje (08/07) foi protocolada na Câmara dos Deputados uma outra PEC de igual teor. Agora, tanto a Câmara quanto o Senado Federal podem analisar a questão paralelamente e acelerar o reparo da lamentável decisão do  Supremo Tribunal Federal (STF) que, no mês passado, declarou nula a exigência do diploma prevista no Decreto-lei (DL) 972, de 17 de outubro de 1969.

O autor da proposta apresentada na Câmara é o de deputado federal gaúcho Paulo Pimenta (PT). A PEC da Câmara recebeu o número 386/2009 e foi entregue com 191 assinaturas.

Gilberto Nascimento/Agência Câmara

Pimenta, que tem participado de manifestações e reuniões com jornalistas, professores e estudantes de jornalismo, destacou a mobilização que vem ocorrendo em todo o país no sentido de reverter a decisão do STF. “Foi extremamente importante a rápida reação da sociedade, desaprovando o absurdo cometido pela Corte Suprema brasileira, e que abriu precedente para a desregulamentação de outras profissões. No caso do jornalismo, essa atividade é mais do que a simples prestação de informação ou a emissão de uma opinião pessoal. Ela influencia na decisão dos receptores da informação, por isso não pode ser exercida por pessoas sem aptidão técnica e ética”, afirmou Pimenta em defesa da formação superior no curso de jornalismo.

Conheça a íntegra da PEC protocolada na Câmara
 

 

Veja abaixo a íntegra da Proposta de Emenda à Constituição -PEC Nº 386, DE 2009, protocolada pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS). Fale com os deputados federais que conhece e peça apoio à alteração, que prevê a volta da exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo.

PEC 386/2009

“Altera dispositivos da Constituição Federal para estabelecer a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão de jornalista”.

As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte emenda ao texto constitucional:

Art. 1º. A presente Emenda Constitucional estabelece a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão de Jornalista.

Art. 2º. O §1º, do 220 da Constituição Federal passa a vigorar com a seguinte redação:

§ 1º Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir
embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, atendido o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV e observada a necessidade de diploma de curso superior de jornalismo, devidamente registrado nos órgãos competentes, para o exercício da profissão.(NR)”

Art. 3º. Esta Emenda Constitucional entra em vigor na data de sua publicação.

 

Arquivado em: Uncategorized — ojornalista @ 3:09 pm

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Junho 30, 2009

Arquivado em: Uncategorized — ojornalista @ 12:37 am

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Junho 29, 2009

Carlos Nascimento comenta fim do diploma

Arquivado em: Uncategorized — ojornalista @ 4:55 pm

Junho 21, 2009

STF, jornalista e contador de piadas são coisas diferentes

Arquivado em: Uncategorized — ojornalista @ 11:20 pm

Tratamento juiz[1]

*Vitor Ribeiro

Parece piada de mau gosto, pena que não é. O Supremo Tribunal Federal (STF) acabou com a exigência do diploma de curso superior para o exercício profissional do Jornalismo no Brasil, ao julgar recurso do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo e do Ministério Público Federal. Data Venia, como dizem os ministros, a decisão instaura um clima de vale tudo na profissão.

A decisão do STF parece confundir o jornalista com a atividade de escritor, poeta ou contador de piadas. Por sorte, temos legislação contra o trabalho infantil e a que regulamenta o trabalho de estrangeiros. Caso contrário, concluo que pela sentença, até um estrangeiro menor de idade poderia se arrogar o direito de ser jornalista no Brasil.

piada[1]

Hoje, todos os brasileiros com carteira de trabalho podem ser jornalistas profissionais no Brasil. São os “jornalistas” filhos do STF.

Nos Estados Unidos da América não há a exigência do diploma em lei. Porém, vale lembrar que aquele país conta com mais de 400 faculdades e universidades que oferecem o curso de Jornalismo; 120 oferecem pós-graduação na área e 35 doutorado. Lá, “qualquer um pode ser jornalista”, mas desde que seja contratado por um veículo de comunicação – que raramente admite alguém que não tenha cursado uma faculdade de jornalismo. Na nação norte-americana, esta é a lei do mercado e o Jornalismo é levado à sério, assim como os direitos trabalhistas dos profissionais. Nos EUA os sindicatos e os organismos de classe também têm atuação forte e códigos de ética.

Aqui no Brasil, bem diferente dos EUA, os veículos praticam todo tipo de exploração contra os jornalistas para maximizar seus lucros. Sem falar no monopólio da comunicação exercido por redes de rádio e televisão. Outra aberração que precisa ser combatida.

A liberdade de expressão é um bem que as sociedades democráticas não podem abrir mão. Por outro lado, a destruição da profissão de jornalista é um duro golpe na sociedade brasileira, que só beneficiará aqueles que enxergam o Jornalismo como um negócio poderoso e lucrativo antes de tudo e transformará a profissão em um hobby acessível para poucos.

A sociedade ao invés de ganhar com a decisão do STF, assistirá cada vez mais a comunicação social transformada em uma mercadoria com baixo custo de produção, mas que custará muito caro ao Brasil. Uma piada sem graça nenhuma.

*Vitor Ribeiro – Editor executivo do www.ojornalista.com.br

Junho 20, 2009

Indignação Geral: veja onde acontecerão os protestos

Arquivado em: Uncategorized — ojornalista @ 7:08 pm

Estudantes de Jornalismo de diversas cidades do país organizam novas manifestações de desagravo à decisão do STF que aboliu a obrigatoriedade da formação universitária para a profissão de jornalista. Os atos estão marcados para esta segunda-feira, dia 22, em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Teresina e Caxias do Sul. Serão simultâneos, a partir das 10h. Em Porto Alegre, haverá manifestação na quarta.

A FENAJ, os Sindicatos de Jornalistas e o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo se engajaram na mobilização e estão convocando profissionais e professores a participarem ativamente.

Também conclamam demais segmentos profissionais, movimentos sociais, parlamentares, autoridades a comparecerem às atividades, levando às ruas o apoio e preocupações que já vêm externando aos jornalistas.

Conforme os Diretórios Acadêmicos dos Cursos de Jornalismo que lideram a organização, serão promovidas passeatas que culminarão com atos e a orientação é para que todos participantes vistam preto, usem nariz de palhaço, levem apitos e empunhem colheres de pau, além de faixas e banners da campanha pela valorização da formação e profissão de jornalista. As manifestações serão simultâneas em todas estas cidades, a partir das 10h desta segunda-feira. Já em Porto Alegre, o Sindicato está convocando mais um ato para quarta-feira.

Veja, a seguir, as informações, cidade por cidade, sobre locais de concentração e trajetos das passeatas.

SÃO PAULO (SP)

DIA: 22/06 – segunda-feira
HORÁRIO: 10h
CONCENTRAÇÃO: em frente ao metrô Consolação – av. Paulista, altura do nº 2163
PASSEATA: até Hotel Reinascence
* Para quem é de Campinas, às 8h sairá um ônibus da PUC levando os manifestantes até a capital.

BRASÍLIA (DF)

DIA: 22/06 – segunda-feira
HORÁRIO: 10h
CONCENTRAÇÃO: Praça dos Três Poderes
PASSEATA : até a Esplanada dos Ministérios

RIO DE JANEIRO (RJ)

DIA: 22/06 – segunda-feira
HORÁRIO: 10h
CONCENTRAÇÃO: ABI
PASSEATA: até o Palácio Tiradentes

TERESINA (PI)

DIA: 22/06 – segunda-feira
HORÁRIO: 10h
CONCENTRAÇÃO: Av Frei Serafim (ponto de encontro: Hiperbompreço)

CAXIAS DO SUL (RS)
DIA 22/06 – segunda-feira
HORÁRIO: 10h
CONCENTRAÇÃO: UCS

PORTO ALEGRE (RS)
DIA 24/06, quarta-feira
HORÁRIO: 13h
CONCENTRAÇÃO: Esquina Democrática

Reação foi imediata: atos e manifestos de repúdio proliferam desde quarta

A reação à decisão do STF começou imediatamente após o julgamento na última quarta-feira. Não só os jornalistas, mas a sociedade brasileira vem demonstrando que ficou perplexa e indignada. Centenas de jornalistas e apoiadores produziram artigos, manifestos e inclusive mensagens ao ministro Gilmar Mendes. A Federação Nacional e Sindicatos dos Jornalistas já receberam milhares de mensagens de solidariedade de outras entidades, movimentos sociais, parlamentares, autoridades e da própria população , colocando-se à disposição para defender e lutar com os jornalistas. Todas serão divulgadas no site da FENAJ a partir da circulação do Boletim ordinário de segunda-feira, que também trará um levantamento completo das manifestações já realizadas e das programadas para os próximos dias.

Os atos de protesto também começaram logo depois da disseminação da notícia. Na quinta, estudantes e professores de Caxias do Sul sairam em passeata de desagravo pela cidade. Em Londrina, profissionais, professores e estudantes, apoiados por parlamentares realizaram um ato público. Na UEPG, em Ponta Grossa, também houve ato. Em Curitiba, a posse da nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Paraná se transformou num ato de protesto, com profissionais, professores, estudantes, representantes de entidades de diversos outros segmentos da sociedade, autoridades e parlamentares usando fita preta nos braços em sinal de luto e manifestando sua indignação contra a irresponsabilidade do STF. Na noite de sexta, estudantes da Faculdade de Comunicação (Famecos) da PUCRS, em Porto Alegre, promoveram um ato público em frente da Universidade. Interromperam o trânsito na Avenida Ipiranga, exibindo faixas, cartazes, narizes de palhaço e palavras de ordem contra a decisão. Entregaram à população um panfleto preparado pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, que denunciava o golpe orquestrado pelo presidente do STF, Gilmar Mendes. Um pelotão de choque do 11º Batalhão da Polícia Militar foi até o local para negociar a liberação da via.

A OAB nacional e a FIJ (Federação Internacional de Jornalistas) também logo se manifestaram, emitindo notas, além de outras entidades, instituições, muitos parlamentares e autoridades, todos preocupados com a repercussão danosa da decisão não só sobre o Jornalismo, mas em relação a outras profissões e a própria democracia no país.

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